Há duas formas de olhar para uma viagem: ou se planeia tudo de antemão para rentabilizar ao máximo a estadia com sítios a visitar e coisas para ver, ou se pega no carro e entrega-se àquele ideal romântico de conduzir sem rumo em busca do desconhecido, a tão popularizada roadtrip. Mas e quando estas duas correntes confluem e se apanha um avião para lado nenhum?

Pico Iyer, conhecido ensaísta e escritor de viagens, sentiu essa experiência quando ficou retido em Millbrae, pequeno subúrbio de São Francisco, quando viu a sua escala para Osaka, na outra ponta do globo, ser atrasada por 24 horas. Em vez de praguejar a sua suposta má sorte, marcou um hotel em vez de ficar a definhar no aeroporto e procurou conhecer melhor um local para nunca ninguém viagem de propósito – os resultados foram surpreendentes. Parece que explorar um local sem quaisquer expectativas pode ser bem mais agradável e contribuidor para a paz de espírito que ir com o fardo da diversão às costas. As suas reflexões resultaram num artigo que escreveu para a National Geographic Travel, que pode ler nesta seleção:

The Unexpected Joys of a Trip to Nowhere