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Ravasqueira Premium Tinto 2014: do Alentejo, com requinte

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Ravasqueira Premium Tinto 2014: do Alentejo, com requinte

Como os eclipses totais ou as super luas, há eventos que só ocorrem quando tudo está alinhado e a conjuntura o permite. Tal é o caso do Ravasqueira Premium Tinto 2014, vinho lançado apenas em anos excecionais, sendo esta a terceira colheita em 16 anos, que pretende ser representar o ápice da vitivinicultura desenvolvida no monte alentejano.

Pensado enquanto homenagem a José Manuel de Mello, figura que adquiriu o Monte da Ravasqueira em 1943 e, por isso, superlativa para a história da empresa, este é um vinho que se afigura como espelho de uma enologia de precisão aliada à extração de todas as valências possíveis do terroir.

2014 foi o ano escolhido para esta terceira colheita, dada a forte precipitação no primeiro quartel, seguido-se meses muito secos, contribuindo para o correto vingamento, floração e controlo de doenças. Com a temperatura média a rondar os 22ºC entre julho e agosto, a maturação das uvas – Syrah, Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonês e Alicante Bouschet – deu-se com elevada qualidade e homogeneidade, permitindo um trabalho rápido por parte da planta, mas rico, com uma concentração elevada de compostos fotossintéticos. A desfolha efetuada nos meses de junho e agosto proporcionou um bom arejamento interno, contribuindo para a diminuição de temperatura média dos cachos e, assim, para o aumento da sua concentração e frescura.

Para ver a luz do dia, o Ravasqueira Premium Tinto 2014 foi resultado de uma manifestação minuciosa do terroir através de cachos ou cepas que, por inúmeros motivos, tiveram um comportamento diferente, influenciando a sua concentração e riqueza. Cada vinha foi analisada, talhão a talhão, linha a linha, cepa a cepa pela equipa liderada por Pedro Pereira Gonçalves em busca das melhores parcelas e das melhores uvas para dar origem a este exemplar. No fundo, este é um blend de vários micro terroirs dentro do terroir do Monte da Ravasqueira.

Depois de um estágio de 24 meses em barricas novas de carvalho francês e ainda um ano em garrafa, este tinto apresenta «cor encarnada escura, densa e opaca» e «nariz complexo e intenso com direcção de fim de fermentação em barrica», denotando se ainda «trufas, cedro, leve iodo, azeitona preta, cacau e intensa mescla de fruta preta e vermelha e figos secos» com a intromissão de «notas de especiarias, pimenta preta, tomilho e prolongamento mineral». Na prova, este é um vinho com «taninos recortados, finos e crescentes com concentração no meio de prova, frescura balsâmica, carne, ameixas, amoras e mirtilos, final cheio de força e mineral». Para ser apreciado em todas as suas virtudes, este é um vinho que «pode e deve ser decantado» e que é «para beber entre 2018 e 2034».

Para mais informações, consulte a página do Monte da Ravasqueira.

 

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